sábado, 7 de maio de 2011

Iniciada Campanha do Desarmamento: Governo promete rápida indenização






A previsão do governo federal para a campanha do desarmamento, iniciada nesta última sexta-feira, é tímida, comparada às duas edições anteriores. 
                                                                                         


De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o orçamento da pasta para pagamento de indenizações a pessoas que entregarem suas armas é de R$ 10 milhões. Como o valor mínimo por compensação é de R$ 100 para armas de baixo calibre, o ministério dispõe de recursos para bancar no máximo 100 mil pagamentos. 

Nas campanhas anteriores, 2004/2005 e 2008/2009, foram recolhidas 550 mil armas, mas não foi informado o valor total pago em indenizações.

O ministro ainda afirmou que os cortes orçamentários de R$ 50,1 bilhões promovidos pelo governo federal em fevereiro não vão afetar a campanha ou qualquer outra iniciativa da pasta. No caso do Ministério da Justiça, o contingenciamento soma R$ 1,52 bilhão.

Apesar do orçamento modesto, a campanha deste ano tem inovações para tentar facilitar a entrega das armas. Será garantido o anonimato das pessoas que doarem seu armamento. 

As peças recolhidas serão inutilizadas de imediato, as indenizações poderão ser sacadas no dia seguinte à doação e o número de postos de entrega será ampliado, com o credenciamento de instituições e entidades da sociedade civil. A campanha vai até o dia 31 de dezembro.

Prevista para começar apenas em junho, a campanha foi antecipada em um mês como resposta ao massacre promovido por Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no dia 7 de abril. O atirador matou 12 alunos, feriu outros 12 e se matou usando dois revólveres comprados no mercado negro. Pais dos estudantes mortos acompanharam o evento.

"Vamos abraçar essa campanha. Muita arma na rua é igual a aumento da violência. Se essa campanha tivesse ocorrido dois meses atrás, talvez essa tragédia não tivesse acontecido", disse o mecânico José Eduardo Jesus Pereira, 35 anos, tio de Géssica Guedes Pereira, 15, uma das vítimas do atirador.
"Para que a pessoa tem arma? Por que guardar em casa?", questionou o militar reformado Raimundo Nazareth, 46, pai de Ana Carolina Pacheco da Silva, 13, outra vítima. Ele está fundando a Associação dos Familiares e Amigos dos Anjos de Realengo. "Quero é que a morte da minha filha não seja em vão."


Fonte: O Estadão

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