segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dicas para o concursos de Tribunais Regionais


   A preparação para o concurso público para 
   os cargos de técnico e analista do Tribunal 
   Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP)
   pode ser, na verdade, estendida a diversos 
   outros concursos, do mesmo órgão em outros 
   estados e de outros tribunais. "Se você tem 
   concursos de até dois anos, prorrogáveis por 
   igual período, basta fazer as contas, sempre 
   haverá concurso do TRE vencendo. A pessoa 
que se prepara para tribunais como um todo está preparada para um TRE, TRT,TRF.
O que vai mudar são umas três matérias", explica Alessandro Ferraz, professor de Direito Constitucional e coordenador do Núcleo de Estudos Alessandro Ferraz. Segundo ele, é possível participar de três a quatro concursos dos tribunais ao ano, no país. O especialista explica que não há diferenças relevantes no grau de dificuldade das provas para os cargos de analista e técnico administrativo, pois o nível de conhecimento exigido para este último tem sido elevado. 

"Nas provas de técnico de nível médio estão pedindo Controle de Constitucionalidade, Direito Constitucional, Controle da Administração Pública, Licitação e Contratos, Processo Administração, Lei 8.112. Não há diferença entre analista e técnico. A pessoa precisa estudar para as duas", avalia.

O conselho é começar a estudar desde já, com base não somente no último edital de concurso para o TRE-SP, que aconteceu em 2006, mas em outros editais desse órgão, como os do Amapá, Acre, Amazonas, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, que foram realizados nos últimos 15 meses.  "Estudar com antecedência é palavra chave. Analisando os últimos editais, eu sei que, por exemplo, a lei de partidos políticos, a Lei 9.504 das eleições, a Lei 64/90, que é a lei das inexibilidades, e as atuações e reflexos da chamada ficha limpa vão cair",  explica Ferraz. Além disso, o professor destaca que o candidato deve focalizar o estudo na disciplina de Direito Eleitoral, Português e Direito Constiticional. 


"Se o candidato fizer uma leitura atenta, com cautela da Constituição, antes de ler Direito Eleitoral, eu diria que ele já sai com 25% na frente dos outros", observa. Outro detalhe é atentar para as mudanças no Código Eleitoral.  "Ler Código Eleitoral  apenas é perigoso e corre-se o risco de estudar o que está desatualizado, porque a Constituição e as Resoluções do TSE já pode tratar aquilo de forma diferente. Então, uma indicação de um especialista, de um professor, é muito bem vinda em Direito Eleitoral", pondera.


Organizando o Tempo de Estudo


Para dar conta do conteúdo programático desses concursos o candidato precisa adotar um cronograma e um método de estudo. Ferraz orienta que o candidato estude pelo menos duas horas diárias, duas disciplinas, de preferência uma de conhecimentos gerais e outra técnica, como Informática e Direito Constitucional. 

"Se vai estudar Constitucional, evite de colocar Constitucional e Administrativo no mesmo dia, senão vai dar a impressão que está estudando a mesma matéria em alguns pontos.No outro dia seguinte, estudaria Raciocínio Lógico ou Português,  e Direito Eleitoral". Outro ponto importante: além de estudar novos tópicos a cada dia, o candidato precisa fazer revisões constantes do que estudou anteriormente.

Quem deseja iniciar um curso preparatório também precisa de um programa de estudos. Segundo Ferraz, o candidato tem de ler a matéria antes de ir para a aula. Assim, além de aproveitar melhor o conteúdo apresentado pelo professor já poderá solucionar as dúvidas que teve durante sua leitura.


"Durante a aula, você vai ter aquilo que a gente chama de pulo do gato. Ao ver o professor explicando, você vai perceber que compreendeu melhor. Depois da aula vem aquele resumo geral do que foi feito", descreve.

Fonte : Folha Dirigida

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