segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nutrição: Síndrome Metabólica



   Síndrome Metabólica é uma doença associ-
   ada à obesidade que causa algumas altera- 
   ções   no   organismo,   como  hipertensão, 
   diabetes e colesterol alto. A doença   está 
   relacionada diretamente ao sedentarismo  e 
   aos maus hábitos alimentares.   Os especia-
   listas, de um modo geral, a  definem 
   como sendo um conjunto de sintomas que 
   caracterizam um transtorno bem complexo, 
   ocasionando risco dos sistemas cardíacos e 
   vasculares, como  aumento  da  mortalidade, 
por exemplo, devido à resistência a insulina e armazenamento de gordura no corpo humano.
   Definição do Quadro Clínico do paciente
Para que o quadro clínico seja caracterizado como síndrome metabólica, deve haver um conjunto de elementos como hipertensão arterial, taxa de triglicerídeos assim como uma prévia ocorrência de diabetes, considerados critérios para caracterizar a síndrome. 
Outro parâmetro utilizado é a circuferência abdominal, representando o índice antropométrico da gordura dentro do abdômen. 
Vale ressaltar que os homens com 102cm de gordura abdominal e mulheres com 88cm devem fazer uma avaliação constante para verificar o risco de possíveis complicações cardíacas.


Diagnóstico Clínico
 O diagnóstico é realizado levando-se em conta:
Avaliação Clínica:- verifica-se a faixa etária do paciente, se ele é tabagista, se pratica atividades físicas com regularidade e se tem históricos de diabetes, acidente vascular encefálico, enfermidades coronarianas, hiperucemia, doença hepática, ovários policísticos entre outros.
Exame Físico:- O exame físico é necessário para que a síndrome possa ser diagnosticada, e consiste na medição da circunferência abdominal desde a crista ilíaca até a região do rebordo inferior costal.  
Além disso, é feita medição da pressão arterial com o paciente sentado. 
Outros exames como estatura e peso também são utilizados através do IMC - Índice de Massa Corporal.
Exames Laboratoriais:- São realizados testes para diagnosticar a síndrome, verificando se há alterações na tolerância a glicose, com a avaliação laboratorial de jejum, não sendo necessário o TOTG - teste oral de tolerância. Além disso, é feita a dosagem de HDL e de Triglicerídeos.
Como complemento para o diagnóstico clínico, outros testes laboratoriais poderão ser realizados.
Prevenção da Síndrome Metabólica: Segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS)  os fatores que são considerados como riscos mais importantes que as pessoas apresentam na síndrome metabólica são : Hipercolesterolemia, hipertensão arterial, sedentarismo, obesidade ou sobrepeso, déficit no consumo de leguminosas, hortaliças e frutas,e vício do tabagismo, além da predisposição genética.
Os especialistas ressaltam que uma adoção de hábitos saudáveis para melhorar a qualidade de vida como uma dieta alimentar equilibrada e a prática frequente de atividades físicas são comportamentos iniciais que podem ajudar  a prevenir a síndrome metabólica.
Plano Alimentar: A nutrição do indivíduo é  determinante para ao surgimento ou não de problemas de saúde. No caso especifico da síndrome metabólica, os especialistas em nutrição e nutrologia recomendam a adoção de uma dieta alimentar saudável que deve ser composta por:
Carboidratos: Os especialistas recomendam o consumo de leguminosas, grãos integrais e hortaliças, sendo que o açúcar que é uma fonte de frutose possa ser consumido somente eventualmente se a pessoa mantiver uma dieta saudável.
Fibras: Os nutricionistas recomendam um consumo de cerca de 30 gramas ao dia de fibras que podem ser encontradas na forma de frutas, grãos leguminosas e hortaliças. A importância da ingestão desse nutriente está no seu fornecimento de vitaminas e minerais para o organismo humano.                                                                                                                                                                                                                                                                                          -Gorduras: O consumo de gordura esta associado a sensibilidade à insulina pela oferta dos ácidos graxos e pelo peso corporal que a pessoa apresenta. Quando o nível do Colesterol HDL estiver baixo, os especialistas recomendam o aumento da gordura monoinsaturada resultando na diminuição dos carboidratos. Vale ressaltar que essa substituição deve ser feita em virtude do aumento dos ácidos graxos na dieta alimentar, que pode promover o aumento do peso corporal do indivíduo. 

Fonte: Nutrição em Foco/Madame Excêntrica


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